Espanha rejeita candidatura com Portugal ao Mundial 2018

A Federação Espanhola de Futebol (RFEF) afastou a hipótese de apresentar uma candidatura conjunta com Portugal ao Mundial 2018. Em declarações à agência norte-americana Associated Press, um porta-voz da RFEF, Jorge Carretero, assegurou que essa ideia é «exclusiva do presidente da FPF».

«Não existe nada de concreto relativamente a uma candidatura ao Mundial de 2018. O presidente da RFEF, Angel Vilar, não contactou o homólogo português sobre essa ideia», afiançou. O representante da RFEF esclareceu que a candidatura conjunta «nunca foi discutida no seio da federação espanhola». «Não existe, da nossa parte, qualquer estudo nem projecto», insistiu.

Gilberto Madaíl admite candidatura conjunta com Espanha

Gilberto Madaíl, presidente da FPF, colocou a possibilidade de Portugal se candidatar à organização do Mundial 2018 conjuntamente com a Espanha. Dois vice-presidentes da federação espanhola gostaram da ideia, mas o líder Angel Villar considerou «prematuro» esse cenário.

«A 7 de Novembro, em Nyon, à margem de uma reunião da Comissão de Competições de Equipas Nacionais da UEFA, falei com dois vice-presidentes da federação espanhola e, na altura, acharam que a ideia era excelente e tinha pernas para andar», disse Gilberto Madaíl à Agência Lusa.

No entanto, «num segundo momento», o presidente da federação espanhola terá entendido não ser ainda oportuno falar sobre essa possibilidade. «Mas registou a ideia», acrescentou Madaíl.

José Luís Arnaut apoia candidatura conjunta com Espanha ao Mundial 2018

José Luís Arnaut, ministro com tutela do Desporto durante o Euro 2004, manifestou-se favorável à ideia de uma candidatura conjunta de Portugal e Espanha à organização do Mundial de 2018 defendida recentemente por Hermínio Loureiro, presidente da Liga de Clubes.

«A proposta de Hermínio Loureiro assenta seguramente na experiência e conhecimentos adquiridos enquanto membro do Governo com responsabilidades nessa área e agora como dirigente desportivo. Pelo meu lado, partilho da sua opinião», referiu o antigo governante à Agência Lusa, destacando a iniciativa como «natural» numa altura em que o Euro 2012 (Polónia e Ucrânia) vai contar com uma candidatura conjunta, depois do Mundial 2002 (Coreia do Sul e Japão) e também o Euro 2000 (Holanda e Bélgica) e o Euro 2008 (Áustria e Suíça) ter sido organizado por dois países.

«Esta ideia já tinha sido aflorada em relação ao Euro 2004 e é algo que tem vindo a ser seguido. Hermínio Loureiro tem um vasto conhecimento do impacto e das necessidades financeiras para um evento do género e também das valências e infra-estruturas necessárias», acrescentou o deputado social-democrata.

Hermínio Loureiro defendeu a candidatura conjunta em declarações reproduzidas pelo semanário Sol, depois de Gilberto Madail, presidente da FPF, também ter avançado com a hipótese de uma candidatura portuguesa.

Gilberto Madaíl insiste na ideia peregrina de uma candidatura portuguesa ao Mundial 2018

Gilberto Madaíl continua a defender publicamente uma candidatura portuguesa à organização do Mundial 2018. O presidente da FPFutebol diz mesmo que a ideia «é peregrina».

O líder federativo lembra que Holanda e Bélgica já formalizaram a intenção de apresentar uma candidatura e apesar de reconhecer que «ainda não é o momento porque faltam onze anos», lembra que apenas «disse que Portugal devia pensar nisso».

Gilberto Madaíl quando falou pela primeira vez sobre o assunto teve pouca réplica por parte de outros dirigentes. O Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, disse depois que uma candidatura ao Mundial «não é uma prioridade». Joaquim Evangelista, presidente do sindicato de jogadores, também desvalorizou o assunto, defendendo que primeiro deve «arrumar a casa».

Gilberto Madaíl diz que Portugal deve ter a ousadia de candidatar-se ao Mundial 2018

Gilberto Madaíl mostrou-se favorável a uma candidatura de Portugal à organização do Mundial 2018. O presidente da FPF defende no entanto que ainda é cedo para falar no assunto.

«Temos de ter a ousadia de nos candidatarmos. Se não tivéssemos a ousadia, não teríamos cá o Euro 2004, ou o Europeu de Futsal. Mas ainda é cedo para pensar nisso», afirmou o dirigente, citado pela Lusa.

«Agora é muito cedo para falar nisso, pois foi agora entregue a organização do Mundial de 2014 ao Brasil. Diz-se que a Inglaterra é candidata ao 2018, mas há outros países. Portugal poderá ter alguma coisa a dizer», defendeu Madaíl, admitindo no entanto que uma eventual candidatura não acontecerá durante o seu mandato.

Inglaterra formaliza candidatura à organização do Mundial 2018

A Federação Inglesa de Futebol anunciou esta quarta-feira que a Inglaterra vai mesmo candidatar-se à organização da fase final do Mundial de 2018. A candidatura inglesa vem no seguimento do comunicado da FIFA que acabou com a rotatividade entre continentes na atribuição dos Mundiais. Deste modo, e após a organização do Mundial 2006 na Alemanha, ao qual a Inglaterra também se candidatou, a competição pode realizar-se de novo na Europa.

Geoff Thompson, presidente da Federação Inglesa, anunciou a pretensão inglesa e referiu que o apoio do primeiro-ministro foi fundamental: «Estou orgulhoso de anunciar a nossa intenção de acolher o Mundial de 2018. O tremendo apoio do Primeiro-Ministro, Gordon Brown, e do seu governo, foi muito importante para a nossa decisão.»

A Inglaterra organizou a competição em 1966, precisamente quando foi campeã do Mundo, batendo na final a congénere alemã.

FIFA revela primeiros candidatos ao Mundial-2018

A FIFA anunciou o fim da rotatividade na organização dos Mundiais e apareceram logo seis candidatos a albergar o Mundial de 2018.

Inglaterra, Holanda e Bélgica (numa candidatura conjunta semelhante ao que aconteceu no Euro-2000), China, Austrália, México e Estados Unidos já manifestaram interesse junto da FIFA no sentido de ter a prova.

«Ainda o Mundial de 2010 não se realizou e a sede de 2014 não foi confirmada e é já temos tantos interessados para 2018. Acredito que sejam nomes de peso e que outros devam ainda aparecer», disse o presidente da FIFA, o suíço Joseph Blatter.