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Mundial Ibérico: árbitros e treinadores apoiam, Governo cauteloso

A hipótese de uma candidatura ibérica à organização do Mundial 2018 não gera consenso entre vários elementos da sociedade em Portugal. Os principais elementos da arbitragem e dos treinadores apoiam a proposta de organização do Mundial, no entanto Laurentino Dias, secretário de Estado da Juventude e do Desporto, pensa que ainda é cedo para o fazer.

Vítor Pereira referiu que «depois de Portugal ter organizado o Euro2004, tem todas as condições para organizar o Mundial». O presidente da Comissão de Arbitragem da Liga considera que a parceria com a Espanha seria «interessante».

José Pereira, presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol, considerou que «uma pessoa com a responsabilidade de Gilberto Madaíl deve ter ponderado as responsabilidades numa organização desta envergadura» e que a «outra parte decisiva é o governo, a quem deve ser colocada a questão e de quem se espera uma resposta de acordo com as possibilidades que terá de se lançar para uma organização deste género». «Como treinador e desportista acho a ideia interessantíssima e contribuiria ainda mais para a melhoria do futebol» português», concluiu José Pereira.

Laurentino Dias foi mais cauteloso, referindo que falar na candidatura conjunta de Portugal e Espanha é «vaguear sobre ideias» e que essa eventual parceria tem de ser «pensada, projectada, estudada e calculada» para depois os governos poderem «apreciar o projecto».

«Não é frutuoso vaguear sobre ideias. Primeiro devemos trabalhá-las e só depois expô-las publicamente. Um projecto desta natureza, se é que é viável, tem de ser concertado entre as duas partes. Só depois de um estudo aturado é que os dois governos terão oportunidade de apreciar devidamente o dossier», comentou o secretário de Estado do Desporto à Lusa.

«Portugal pode ficar a ganhar, e já ganhou, com a organização de eventos desportivos internacionais. Além de mostrarem a nossa capacidade em organizar provas de grande dimensão e levantar obras de vulto, ajudam também à nossa afirmação no Mundo», sublinhou, referindo porém que a recente organização do Euro-2004 apesar de ter sido «uma bela experiência», acabou por envolver o país num «esforço financeiro considerável».

Gilberto Madaíl insiste na ideia peregrina de uma candidatura portuguesa ao Mundial 2018

Gilberto Madaíl continua a defender publicamente uma candidatura portuguesa à organização do Mundial 2018. O presidente da FPFutebol diz mesmo que a ideia «é peregrina».

O líder federativo lembra que Holanda e Bélgica já formalizaram a intenção de apresentar uma candidatura e apesar de reconhecer que «ainda não é o momento porque faltam onze anos», lembra que apenas «disse que Portugal devia pensar nisso».

Gilberto Madaíl quando falou pela primeira vez sobre o assunto teve pouca réplica por parte de outros dirigentes. O Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, disse depois que uma candidatura ao Mundial «não é uma prioridade». Joaquim Evangelista, presidente do sindicato de jogadores, também desvalorizou o assunto, defendendo que primeiro deve «arrumar a casa».

Gilberto Madail continua a achar que Portugal pode organizar o Mundial 2018

Gilberto Madail, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), reiterou que Portugal tem condições para organizar o Mundial FIFA 2018, pois seria uma forma de rentabilizar os estádios construídos e remodelados para o Euro-2004.

«Portugal tem dez estádios novos que, dentro de 10 ou 12 anos, tal como acontece agora com a África do Sul, só precisariam de receber algumas melhorias. Quando disse isso foi um desabafo. Agora, se o Mundial regressar à Europa em 2018, é sempre melhor estar na grelha de partida», afirmou o responsável, na sede da FPF, em Lisboa, depois de uma reunião com uma delegação da África do Sul, anfitriã da prova de 2010.

Apesar de Laurentino Dias, secretário de Estado do Desporto, ter recomendado maior prudência em futuros apoios do Governo a eventos internacionais, Madail não tem dúvidas da importância que teria a união das duas partes em torno de um objectivo comum: «Ideias todos nós temos. As ligações ao Governo têm que ser profundíssimas nestes eventos. Por exemplo, a África do Sul vai investir 10 vezes mais do que foi investido por Portugal no Euro2004. É curioso que a Inglaterra esteja já a falar em candidatar-se. É preciso dizer que Portugal está atento e continuo a achar que temos condições.»

Laurentino Dias reage com cautela à possível candidatura de Portugal ao Mundial 2018

Laurentino Dias, Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, reagiu à intenção de Gilberto Madaíl. O presidente da Federação Portuguesa de Futebol manifestou a convicção de que Portugal poderia organizar o Mundial de 2018, contando para isso com o apoio do Governo. Contudo, Laurentino Dias considera que esta não é altura de se associar a iniciativas da Federação, que se encontra em «processo eleitoral».

«A Federação Portuguesa de Futebol está, como é público, em processo eleitoral, pelo que não me parece adequado juntar posições ou pareceres do Governo a quaisquer propostas para futuro da FPF. É prematuro emitir qualquer parecer sobre a viabilidade da candidatura de Portugal a um evento dessa natureza. Estas questões implicam uma avaliação prévia, e muito séria, das exigências e custos, e o país tem hoje prioridades que aconselham a uma maior prudência quanto ao apoio público à realização de eventos internacionais em Portugal», disse, em declarações à Agência Lusa.